12 hours ago
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Vou me sentar ao teu lado e dizer qualquer coisa que te escandalize. Sim, gosto mais de Nietzsche que de Jesus. E depois de te ferir e de te fazer ter certeza de que a minha salvação não pode mais ser alcançada, me entregar de uma maneira que você, que se gaba tanto de repudiar clichês, algum dia se pegará definindo como “de corpo e alma”. E sem nenhuma palavra bonita ir embora. Mesmo sabendo que você merecia tão mais, meu bem, tão mais.

Preciso dizer que saí pensando que devia ter te esperado a vida inteira, incólume. Amélie Poulain, qualquer coisa assim. Devia ter ficado pra poder te escrever trezentos e sessenta e cinco poemas em um ano. Te dar chocolate na páscoa e qualquer coisa dourada no Natal. 

Mas Amor não tem nada a ver com isso, eu sei.

(te prometo não lembrar.)

13 hours ago
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Eis, então, o belo milagre da sua civilização!
Do amor, fizeram um negócio vulgar.
— Barnave 
2 days ago
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Algum tempo depois reabriria meu Amor Nos Tempos do Coléra e encontraria, envelhecidas, duas folhas em formato de mão espalmada, que roubei de qualquer árvore em Bogotá.
Era o meu equivalente ao cheiro das amêndoas amargas.
Engraçado como não consigo lamentar a morte daqueles que parecem (me) deixar coisas tão maiores que a vida.
Hoje, uma lua descomunal e vermelha apossou-se do horizonte… De fazer sorrir qualquer puta triste. 
Sorri também. 
Por você, por mim. 
Por todas as coisas que, como nós, são também tristes e bonitas.

6 days ago
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Dói pronunciar teu nome
Pesa
Naufraga
Saudade é fratura exposta na alma.
6 days ago
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Me desculpa por essa recusa assim tão concisa

É que amores líquidos não transbordam. E eu quero qualquer coisa que instaure o medo. Quero saber de novo que o amor é coisa grande e rara.

Se tanto faz, fica pra próxima. Pra qualquer outro coração mais acomodado - talvez cansado, sei bem. Todos nós estamos exauridos. Só não quero lapidar mais ainda minha solidão. 

1 week ago
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aspirações

portuaria:

andei lendo os livros errados

quase vinte anos e não sei o que fazer da minha vida.

tenho dois anos de faculdade pela frente, mais uns 40 livros, no mínimo, que desejo ler nos próximos meses. acho que a única coisa que eu realmente gosto de fazer é conhecer.

eu queria era morar numa cidade de praia, mais especificamente em paraty e trabalhar num desses cafés que também são livrarias. ser uma garçonete anônima sem curso superior, sem grandes ambições e guardar metade do meu salário pra viajar vez em quando. 

ler no tempo livre todos os livros do mundo

não é preciso muito pra ser feliz, mas pra ser infeliz nos fazem carregar um bocado de expectativas. eu tenho que me formar, descolar um trampo que me dê dinheiro, ter uma casa, ter um carro e estabilidade financeira.

e eu só queria ser garçonete em paraty

portuária

1 week ago
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Bianca

na beira do mar
vou te abraçar infinito
e cantar pra você
qualquer coisa bonita.

vou dizer 
que aqui comigo você pode ser sim,
assim, tão grande,
poesia.

quero ir com você ver a imensidão
e reconhecer,
em tons de azul,
o que somos nós:
tão pouco.

vou juntar conchinhas
e te fazer um colar,
pra enfeitar a tua - nossa - dor
e entregar junto com um bilhetinho bem assim:
"tenho vontade de te mostrar
todas as coisas bonitas que vejo por aí”.

vamos fazer um ménage,
literariamente.
eu, você, o mar.
e escrever, nas paredes do mundo
sobre os muros que queremos derrubar.

e no fim, de novo,
volver ao mundo dos tolos.
mas ainda mais imensas,
ainda mais bonitas.

(eu queria tanto poder te - e me - salvar.)